O Instituto Nacional do Seguro Social traz a possibilidade de fornecimento de diversos benefícios da previdência social.

Porém, para que você tenha acesso a esse tipo de previdência deve possuir um trabalho com carteira assinada ou ser um contribuinte individual pagando mensalmente seu carnê de contribuição.

Outra forma de receber futuros benefícios é pagando o que se chama de previdência privada.

Muitos brasileiros já aderiram a essa ideia, mas, será que ela vale realmente a pena? É preciso entender com calma o tema, por isso, resolvemos desmistificar o assunto e tirar as principais dúvidas tidas pelos cidadãos.

O que é Previdência Privada?

Em primeiro lugar, vamos entender o que é uma previdência privada.

A previdência privada consiste em uma forma de seguro, no qual possui um fundo que acumula todo o capital que fora realizado pelo cidadão e que no futuro lhe remunera.

A previdência privada será paga ao beneficiário que por tanto tempo veio investindo nela no caso de aposentadoria.

Dependendo do contrato de previdência privada, outras situações como invalidez também podem gerar o pagamento do benefício.

O que se deve saber é que esse tipo de previdência também é denominado como complementar.

Com o objetivo principal de fornecer o benefício de aposentadoria, a previdência privada é pautada na insegurança que o Governo Brasileiros traz aos seus cidadãos que ficam com medo de futuramente não possuírem os benefícios que lhe são dados por direito e jogar fora todos os anos e anos de contribuição no lixo.

A reforma da previdência traz ainda mais esse medo.

É com base nessa ideia que as empresas de previdência privada conseguem vender os seus seguros.

E por conta desse pensamento, muitas pessoas acabaram a aderindo, e é esse o momento que vem o questionamento: a previdência privada vale realmente a pena?

pessoas aposentadas

Devo investir na Previdência Privada?

Começamos afirmando que nem sempre essa forma de seguro social para o futuro vale realmente a pena.

Mas, como toda regra tem exceção, alguns casos podem ser analisados de forma positiva a fazer você investir o seu suado dinheiro para um retorno posterior.

Apresentaremos abaixo dois desses casos.

  1. CONTRIBUIÇÃO DE EMPRESA

Muitas empresas brasileiras possuem programas internos de contribuição de previdência privada.

Esse é um dos casos que compensa que o cidadão garanta seu fundo.

A contribuição das empresas é em regra superior ao que foi realizado por você. Ou seja, para cada real que foi depositado, a empresa acrescenta o mesmo valor.

  1. TRANSMISSÃO DE HERENÇA E PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO

Alguns pais pensando no bem-estar dos seus filhos quando não estiverem mais presentes resolvem poupar, mas não para si e sim para seus herdeiros.

Depois do falecimento do contribuinte os valores que estão presentes no fundo são passados sem a cobrança de ITCMD aos herdeiros.

Essa parte de planejamento sucessório apresenta pontos pequenos que devem ser analisados com calma, por isso, se deseja realizar essa operação, procure o auxílio de um advogado especialista na área de direito sucessório.

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Como funciona?

Estabelecido em duas modalidades, em um primeiro momento a previdência privada funciona como uma forma de acumulação. Isso mesmo, com base nas contribuições de recursos feitos pelo segurado o seu capital social só tende a aumentar.

Lembrando que a forma de crescimento da movimentação financeira depende das regras estabelecidas pela seguradora.

Depois do período de acumulação, vem o período denominado de resgate.

Parte mais importante para quem passou anos contribuindo, o resgate funciona no momento em que o valor acumulado é retirado dos cofres da seguradora e passa a incorporar a sua renda.

Para quem deseja investir nesse tipo de “poupança forçada” é preciso analisar com calma os planos da seguradora, já que além do seu pagamento, há o envolvimento de taxas, tributação e outros encargos.

Pesquise bem antes de investir o seu dinheiro.

dinheiro da previdência privada

Previdência Publica X Previdência Privada

Falamos que a insegurança e o destino da previdência pública ocasionam o pensamento dos brasileiros de investirem em uma previdência privada.

Porém, deve se ter em mente que a previdência pública não é uma faculdade, ela é obrigatória.

Então, não deixe de contribuir para o INSS para contribuir frente a uma seguradora. Quem faz essa escolha pela previdência privada apenas pode sofrer grandes problemas futuramente.

A Receita Federal cobra daqueles que não pagam e ainda cobra de forma exorbitante. É analisado os últimos 5 anos de inadimplência, junto a esse valor é acrescentado juros, correção monetária e multas altíssimas.

Além disso, após realizado todo esse pagamento, o contribuinte precisa retificar o seu imposto de renda.

Lembrando que essa hipótese de escolha das duas formas de previdência apenas é dada para quem trabalha por conta própria. Os empregados de empresas não têm essa possibilidade, pois já há o desconto da previdência pública no seu holerite.

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